Vanguarda Pirotécnica

16 de Junho de 2009 @ 17:02 - Chico
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Festival - Festival

Eu já falei que fui pro 17° Festival Mundial de Publicidade de Gramado? Se não falei, falo agora. Adoro falar. Falo bastante mesmo.

Mas ainda não falei do Festival. Tudo em seu tempo. Agora é a hora de falar.

Resumindo: gostei. Bastante. Claro, sempre há aquele clima diferente pela excursão, pelas pessoas que te acompanham, pelas festas. Mas não, eu não sou 100% matão. Portanto sim, fui às palestras. Pelo menos à maioria.

O tema era inovação. Não achei uma coisa tão inovadora assim. Talvez eu estivesse esperando algo totalmente fora da casinha, tipo um cara que chegasse voando e caísse no meio do palco. Mas ainda assim…

Com relação as palestras que assisti, absorvi bastante coisa sobre a questão do comportamento do consumidor, bastante abordado no evento. E sobre a integração com as mídias digitais. Aliás, um aspecto importante que os caras frisaram todo momento é a separação de inovação e de tecnologia. Uma ideia inovadora não precisa necessariamente envolver tecnologia. A tecnologia, a Internet, está aí para potencializar isso. Mas não é uma obrigação para as propostas geniais.

Foram mostrados alguns exemplos disso, os quais foram bastante elucidativos (até porque isso é meio óbvio). E outros tipos de exemplos legais também. Referências e mais referências. E referências explicadas pelos próprios mitos criadores da referência são referenciadas sempre como referências melhores ainda.

Mas há controvérsias. Conversando com um colega, percebi algo importante, embora ainda considere isso um ponto imutável: as apresentações nesse tipo de Festival, de maneira geral, tendem a ser falatórios mais relacionados ao ego produtor do que ao processo produtivo em si. Todo mundo quer acompanhar como a pessoa chegou naquilo. O que torna o mito mitificável. Mas, ao contrário, os caras só mostram os resultados da mitificação. Compreende? Veja que complexo.

Claro, ninguém vai sair distribuindo sua fórmula do sucesso. Até porque eu não acredito na existência de uma. Mas os cabeças poderiam ser mais solidários com o aprendizado, né?

Mencionando aprendizado lembro-me de dinamismo. Pode ser preconceito de um jornalista recém ingresso na publicidade, mas eu SEMPRE espero de um publicitário uma apresentação… vejamos… dinâmica? Claro, é uma exigência bizarra, porque não há essa obrigatoriedade. Mas há uma expectativa, ainda mais quando o tema do evento palestrado é INOVAÇÃO.

Odeio quando o palestrante lê sua apresentação, em qualquer situação. Mas disso não posso reclamar. De um modo geral, quem subia ao palco possuía uma boa oratória. Mas não adianta, sempre há a questão da expectativa. E quem caga, caga pra todo mundo. Por melhor que o conjunto tenha sido.

Finalizando (finalmente), devo dizer que tirei uma boa experiência desse contato. É sempre bom imergir completamente em um assunto. Quando só se fala isso, se ouve isso, se respira isso… se reflete melhor sobre isso. Entendem isso?

E fora isso, achei muito interessante a preocupação que a publicidade tem de discutir o jornalismo. Diferente do jornalismo que não discute muito a publicidade nos meios acadêmicos (pelo menos não enquanto eu era estudante).

Talvez haja essa discussão porque o jornalismo se torna um veículo de inserção da publicidade. Não analisei bem os fatos ainda e nem tenho propriedades específicas para filosofar sobre o assunto. Mas acho superválido esse interesse. Até porque me envolve diretamente. E quanto mais eu conseguir agregar melhor para mim. E para meu futuro.

Viva a integração da comunicação. (assunto o qual também fora mencionado consideravelmente. Viu, prestei atenção até.)

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